quarta-feira, 20 de julho de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
A Revolução Copernicana
1) Porque a Revolução Copernicana é considerada uma quebra paradigmática na ciência ?
"A Revolução Copernicana foi uma revolução de idéias, uma transformação do conceito que o homem tinha do universo e da sua própria relação com ele". (Thomas Kuhn)
Efeitos da teoria Heliocêntrica:
a- derrubou-se toda a construção que parecia dar segurança e firmeza ao Homem neste mundo, despojando-o do centro de criação, tornando-o um pobre vagabundo sobre a superfície do planeta;
b- destruiu a idéia anterior de uma ordem universal, construída por um sistema estritamente centrado, único, estável, sempre idêntico a si mesmo;
2) Quais foram as rupturas engendradas pela Revolução Copernicana na modernidade ?
Efeitos da teoria Heliocêntrica:
a- afetou a antiga hierarquia social, teológica e científica (efeito brilhante exposto na peça de Bertold Brecht "Galilei");
b- acelerou a concepção relativista do mundo, fazendo com que as teorias antropocêntricas fossem alteradas;
c- estabeleceu a dúvida como o ponto de vista científico moderno que será magistralmente exposto por Descartes;
d- deu início a uma explicação do mundo por meio de um sistema racional-naturalista, autônomo e conexo, eliminando desde o princípio toda a explicação mística-teológica dos fenômenos naturais: para Descartes, Deus tornou-se apenas o "primeiro impulso" e para Laplace uma "hipótese necessária".
3) Defina o sistema copernicano e diga em que aspectos ele se distingue da antiguidade:
A concepção de Cosmos na teoria aristotélica-ptolomaica: Aristóteles (384-322 a.C.) continuou, de certa forma, a idéia platônica da dualidade do mundo em sua concepção de Cosmos. Ele encontrava-se dividido em dois domínios, um celeste (onde existe a ordem eterna e a justiça plena), com movimento constante, formado pela essência divina, eterna e completamente distinta, dominada pelo éter que enlaçava o Sol, a Lua e os planetas em geral, e o terrestre ou sublunar, onde domina o eterno nascer e perecer formado pelos quatro elementos (Terra, Fogo, Água e Ar) em permanente mistura, gerando matérias "uniformes" e "não uniformes". Estes dois mundos permanecem unidos mas sua essência é radicalmente diferente, uma é divina a outra é humana. O sábio alexandrino Ptolomeu (100-170) concordava inteiramente com as conclusões de Aristóteles. Seu trabalho maior foi o "Sistema Matemático" divulgado pelos árabes como "Al-Magesto" e suas teses principais que são:
a- o mundo (o céu) é esferiforme e move-se como uma esfera;
b- analogamente a Terra é esferiforme;
c- ela situa-se "no meio do mundo, como um centro";
d- ela se encontra, em relação ás estrelas fixas, na relação de um ponto;
e- a Terra não realiza nenhum movimento local, é imóvel
O Cosmo de Aristóteles
"A partir de um centro onde se encontra a Terra, movem-se a Lua e o Sol em movimentos circulares. No entanto, todos os restantes planetas encontram-se fixos em epiciclos que tem como centro o Sol." (Sistema Titônico)
Sistema Geocêntrico - órbitas dos planetas circulares (modelo de Aristóteles e Ptolomeu)
Nicolau Copérnico (1473 - 1543) realizou uma das mais radicais revoluções científicas de todos os tempos na medida em que alterou completamente o entendimento que se tinha até então do Cosmos. O objetivo científico de Copérnico ao estudar "Al-Mageto" de Ptolomeu, encontrou uma série de imprecisões sobre o movimento dos astros. Sua decisão original não era afirmar que a Terra se movia, mas sim provar que o sistema ptolomaico estava errado, porque matematicamente era improvável que ele se comportasse como o sábio helênico o descreveu. Entre um e outro passaram-se 14 séculos e a capacidade de observação havia alterado neste tempo. A conclusão a que chegou é a única justificação plausível para explicar o funcionamento do Cosmos, adotando o princípio da mobilidade da Terra (com o qual já concordavam uma série de outros pensadores do mundo antigo, citados por Copérnico no prefácio de seu livro).
O Mundo de Copérnico
"A Terra deixa de ser imóvel e "central" e passa a girar em torno do Sol como os outros planetas".
Sistema Heliocêntrico: As órbitas dos planetas são elipses de pequena excentricidade, praticamente circulares
Galileu Galilei (1564-1642): Este astrônomo, ainda hoje é reconhecido por ter inventado a luneta, o primeiro telescópio, instrumento esse que permitiu as observações necessárias para comprovar esta teoria. Mas não foi sem dificuldade que a comunidade científica acabou por se render à teoria de um universo regido pelas leis de Copérnico e Kepler.
O telescópio teve sobre tudo um papel fundamental e indispensável para a descoberta que o universo constituía uma multiplicidade de sistemas. Tal aconteceu, quando, ao apontar o telescópio para Júpter, Galileu descobriu quatro das suas dezesseis luas, e que não orbitavam ao redor do Sol, mas sim em torno desse planeta. Estava provada mais uma evidência do copernicanismo, que muito pouco depois era globalmente aceito e, até mesmo a Igreja teve de se resignar à condição de que a Terra não passava de um simples planeta como muitos outros que orbitavam ao redor de uma das muitas estrelas do universo.
Por outro lado, este trabalho de Galileu, inclusive a sua invenção, permitiu uma maior divulgação das teorias científicas popularizando entre a opinião pública a revolução copernicana.
4) A Revolução Copernicana inicia uma nova era na História da Ciência e marca o início da Idade Moderna que hoje vivemos. Paralelamente à revolução científica que originou, o movimento copernicano teve igualmente implicações na esfera da Religião e da Filosofia, abrindo também nestas áreas novas esperanças no por vir do Homem. Comente:
A teoria Heliocêntrica de Copérnico deve ser compreendida como resultado de modificações espetaculares que ocorreram no campo do conhecimento europeu motivadas pelos grandes descobrimentos e pelas navegações transatlânticas. Em 1492, Cristovão Colombo descobre a América, em 1498, Vasco da Gama chega à Índia por mar e, em 1521 Fernão Magalhães prova, por meio de uma viagem marítima, a esfericidade da Terra. Foi este alargamento extraordinário do horizonte humano que permitiu não só a aceitação das teorias de Copérnico como sua difusão nos anos posteriores à publicação, obrigando à troca do nosso calendário. Até a reforma do Papa Gregório XIII, em 1582, ainda se obedecia ao antigo calendário juliano, utilizado por 16 séculos e meio.
Durante a Idade Média e parte do Renascimento, era a Igreja que dominava todo o conhecimento científico, pois controlando as universidades, determinava o progresso ou estagnação da ciência. E em relação a todas as teorias que envolvessem conceitos astronômicos, a situação chegou a tornar-se bastante importante, pois acabavam por pôr em causa a formação do universo por Deus, acabavam por ser banidas ou ridicularizadas.
Chegou-se então a um ponto em que as grandes novas teorias científicas, tratavam-se de destruições, elaboradas pelos escolásticos, ao pensamento Aristotélico. Assim, durante a época de Copérnico, existiam ainda muitas modificações e investigações a realizar. Até mesmo porque, em nível de astronomia, pouco ou nada havia sido feito.
"Uma nova perspectiva a nível de crença na possibilidade e importância na descoberta de irregularidades geométricas e aritméticas, e uma nova visão do Sol, fonte de todos os princípios e forças do universo tinham surgido".
Uma grande oposição a esta teoria veio a ser declarada pela Igreja Cristã. A mera suposição de que a Terra não era o corpo central do universo e que girava em redor do Sol era totalmente incompatível com a ideologia religiosa visível na Bíblia. Com a inquirição, a batalha caminhava cada vez mais para uma repressão total de todos aqueles que acreditavam no copernicanismo.
O triunfo do copernicanismo foi um processo gradual e inevitável, apesar de todas as dificuldades que teve que enfrentar.
Durante quase 2000 anos, a astronomia e a física eram consideradas ciências separadas. Ao mostrar que a Lua tem montanhas e o Sol tem manchas, entre outras, foi quebrada essa dita "perfeição" e concluiu-se que a Lua não é mais perfeita ou divinal que a Terra, nem mesmo o Sol e os outros planetas, foram obstáculos que com algum custo, conseguiram ser ultrapassados.
Na "A Revolução Copernicana", Thomas Kuhn tenta principalmente focar os aspectos que considera essenciais para a percepção da revolução como sendo uma revolução científica. Um deles é a pluralidade ou globalização desse conceito, pois esta não se limitou a abranger uma área restrita da ciência como é a astronomia ou cosmologia, mas tendo implicações e provocando modificações muito profundas no modo de pensar e agir sobre outros campos da ciência. "Kuhn afirma que "uma inovação fundamental numa especialidade científica transforma inevitavelmente as ciências vizinhas, e mais lentamente, o mundo filosófico e do leigo culto". E prova-se que tal também aconteceu com a revolução copernicana. Copérnico deu o primeiro passo para o início de uma nova mentalidade e perspectiva científica, que ocorreu alguns séculos mais tarde.
Bibliografia (Sites da Internet com acesso em setembro de 2008):
http://www.geocites.com/celiagaiao/COPERNICANA.pdf
História - Cultura e Pensamento - A Revolução Copernicana
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/cultura/copernico.htm
educar.sc.usp.brsamkepler_roteiro.html.bmp
quinta-feira, 14 de julho de 2011
A Revolução dos Bichos
É a história desde a expulsão do Senhor Jones até a "transformação completa de Napoleão (um porco) em "humano"".
Na Fazenda viviam bichos que tinham como dono o Senhor Jones.
Os animais da Fazenda, reunidos no celeiro, ouvem O Velho Major - um porco- que um dia teve um sonho, um sonho sobre uma revolução em que os bichos seriam auto-suficientes, sendo todos iguais.
Era o princípio do Animalismo, pois, segundo o Velho Major, “basta que nos livremos do Homem para que o produto de nosso trabalho seja só nosso”.
O Velho Major morreu, mas mesmo assim os animais colocaram em prática a idéia do líder, fazendo a Revolução dos Bichos e rompendo o paradigma de que "Bichos não devem atacar humanos", garantindo assim a liberdade democrática de todos os animais da Fazenda.
Num piscar de olhos todos seriam livres e ricos. A promessa do paraíso sem esforço. Nenhum animal iria jamais tiranizar outros animais. Todos seriam como irmãos. Todos são iguais. O mundo dos insetos gregários, sonhado por todos aqueles que odeiam o sucesso alheio, e, portanto, as diferenças entre os homens.
Logo uma canção foi criada para transmitir a mensagem igualitária do sonho dos animais da granja.
Logo uma canção foi criada para transmitir a mensagem igualitária do sonho dos animais da granja.
Todos repetiam aqueles versos com profundo entusiasmo - até fanático. O futuro seria magnífico. A riqueza, incomensurável.
Para tanto, bastava lutar, mesmo que custasse a própria vida.
Sansão, o forte cavalo, era o discípulo mais fiel. Não sabia pensar por conta própria, aceitando os porcos como instrutores, por sua reconhecida sabedoria. Passava adiante o que era ensinado, através da repetição automática, como vemos de fato nos chavões e slogans repetidos ad nauseam pelos comunistas, como por vitrolas arranhadas. A figura de Sansão é o retrato perfeito do idiota útil, que bem intencionado, acaba servindo como massa de manobra dos oportunistas de plantão.
Depois da Revolução, a Fazenda passou a se chamar Granja dos Bichos, e quem a administrava era Bola-de-Neve (um porco muito inteligente).
Bola-de-Neve era um porco que seguia os princípios do Animalismo, e mesmo sendo superior (em quesitos de inteligência e cultura) em relação aos outros animais, sempre se considerou igual a todos, não tendo privilégios devido à sua condição.
Bola-de-Neve tinha um assistente, Napoleão (outro porco), que na ânsia pelo poder, traiu o amigo, (disputa de poder) banindo Bola-de-Neve da Fazenda e assumindo a administração ( e o poder).
Napoleão mostrou-se competente e justo no começo, ganhando prestígio e aceitação dos outros animais mas depois passou a desrespeitar os SETE MANDAMENTOS, os quais firmavam as idéias animalistas, inclusive modificando os nobres mandamentos adequando seus interesses pessoais em detrimento de todos os demais animais.
O leite das vacas, por exemplo, desaparecera. Com o tempo, o mistério foi esclarecido: era misturado à comida dos porcos. Mas o discurso era convincente: “Camaradas, não imaginais, suponho, que nós, os porcos, fazemos isso por espírito de egoísmo e privilégio”. Não, claro. Eles eram os intelectuais, e a organização da granja dependia deles. O bem-estar geral era o único objetivo dos porcos. “É por vossa causa que bebemos aquele leite e comemos aquelas maçãs”.
E como não poderia faltar no hipócrita discurso altruísta, usado para dominar os inocentes, há que existir um bode expiatório, um inimigo externo, ainda que fictício, que justifique os abusos domésticos. Logo, se os porcos falhassem nessa nobre missão, o antigo senhor voltaria ao poder, o terrível homem. E isso ninguém queria. Portanto, tudo que os sábios porcos diziam e faziam deveria ser verdade. Era pelo bem da granja!
Napoleão já ocupava a casa do Sr. Jones, bebia álcool, vestia as roupas do ex-dono, andava somente sobre duas pernas e convivia com seres humanos, enfim agia em benefício próprio, instalando um regime ditatorial, dominando e hostilizando os demais animais, considerados seres inferiores e sem direitos.
Por essa época, já não era possível distinguir, quando reunidos à mesa, o porco tirano e os homens com quem se confraternizava.
Napoleão conseguiu sair vitorioso graças à ajuda de Garganta, porco servil e obediente e que, através de bons argumentos, convencia os animais de que tudo o que acontecia era para o bem deles, manipulando as massas e alterando as leis.
Os SETE MANDAMENTOS do Animalismo eram os seguintes:
Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo;
Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo;
Nenhum animal usará roupas;
Nenhum animal dormirá em cama;
Nenhum animal beberá álcool;
Nenhum animal matará outro animal;
Todos os animais são iguais.
Napoleão aos poucos alterou todos os mandamentos.
Foi Bola-de-Neve quem escreveu os SETE MANDAMENTOS tendo como base os ideais de um sonho do Velho Major.
A Revolução dos Bichos é um livro de extrema importância para entendermos o funcionamento de sociedades comandadas por diferentes tipos de governo, além de mostrar de forma genial a ambição do ser humano, o "sonho do poder".
O Senhor Jones era o dono da Fazenda e, como tal, explorava o trabalho animal em benefício próprio, para acumular capital.
Em troca dos serviços prestados, ele pagava com a alimentação, que nem sempre era boa e suficiente - havia uma enorme diferença que pode ser comparada a atual diferença na distribuição de renda em nosso país.
Temos aí o retrato de uma sociedade capitalista: quem mais trabalha é quem menos ganha.
A Revolução que se deu por idéia do "Velho Major", tinha por princípio básico a igualdade; sendo assim, o Animalismo corresponde ao Socialismo, regime em que não existe propriedade privada e em que todos são iguais, e todos trabalham para o bem comum.
A princípio, houve um socialismo democrático, em que todos participavam de assembléias, dando idéias e sugestões, liderados por Bola-de-Neve, bem aceito pelos animais em geral.
Napoleão representa o desejo da onipotência, do poder absoluto e, para conseguir seus objetivos, tudo passa a ser válido, afinal como diz Maquiavel: OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS, assim mentiras, traições, mudanças de regras que podem ser comparadas à ascensão de vários de nossos grandes líderes ditadores de nossa história.
Tempos depois instaurava-se na Fazenda uma verdadeira Ditadura, o regime em que não há liberdade de expressão, direito a opiniões etc.
Na sede pelo poder e pela riqueza, Napoleão entra em contato com os homens para com eles negociar, comprar, vender, enfim, acumular riquezas e tudo graças ao trabalho dos animais, verdadeiros empregados mal–remunerados, ajudando o "patrão" a ter regalias, bens materiais, capital.
A situação fica mais crítica do que quando o Senhor Jones era o dono da Fazenda porque, mais do que nunca, os direitos humanos, ou seja, dos animais foram violados de forma cruel e tendo conseqüências gravíssimas como a morte de alguns, o desaparecimento de outros e muita tortura.
Com base nos fatos ocorridos podemos concluir que a história nos mostra os dois tipos de dominação existentes – a dominação pela sedução: Garganta persuadia os animais com seus argumentos convincentes e eles aceitavam pacificamente as mudanças efetuadas, e a dominação pela força bruta: quem se rebelasse contra as ordens era punido fisicamente, torturado por cães treinados e levados até à morte.
Ainda a história mostra o papel da mídia e da propaganda que por vezes serve para iludir e distrair as populações reescrevendo uma "verdade falsa" que atende aos interesses de uma minoria.
Outra máxima que a história contada por Orwell nos remete onde os sete mandamentos transformam-se em apenas um que é "TODOS OS ANIMAIS SÃO IGUAIS, MAS UNS ANIMAIS SÃO MAIS IGUAIS QUE OS OUTROS"
Sites da internet:
http://www.resumosdelivros.com.br/g/george-orwell/a-revolucao-dos-bichos/ acesso em 25-05-2009.
http://www.duplipensar.net/artigos/2007s1/resenha-do-livro-revolucao-dos-bichos-granja-da-igualdade.html acesso em 25-05-2009.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Como Nasce o Direito ?
RESENHA CRÍTICA
===============================================================(CARNELUTTI, Francesco, 1879 – 1965. Como nasce o direito)
===============================================================(CARNELUTTI, Francesco, 1879 – 1965. Como nasce o direito)
O DIREITO
Em seu livro “Como nasce o direito”, Francesco Carnelutti traz de forma acessível conceitos e objetivos não só do direito mas da evolução do homem que vive em sociedade.
Ao comparar uma semente com a “moral”, que jogada sobre a terra da “economia”; nasce e cresce, até se converter em uma árvore majestosa destinada a produzir o fruto da “justiça”, vem corroborar o sentido de que o “direito” é o meio de se chegar a “justiça”, condição essencial para que se instale a “paz” de conformidade com a ordem do ”universo”.
O direito é uma combinação de força e de justiça – é a espada e a balança – assim, como o homem está para a sociedade – a finalidade do direito é eliminar a guerra – o delito é daninho à ordem social e assim reprimido com a pena e com a restituição - são as duas faces de uma mesma moeda.
Neste contexto, direito suscita a idéia de um conjunto de leis que regulam as condutas dos homens. O legislador formula as leis. O juiz aplica as leis quando as pessoas não conseguem fazê-lo.
Com a evolução da sociedade as necessidades dos homens se tornam ilimitadas, e os bens são limitados, dando origem à economia que faz surgir o primeiro dos direitos subjetivos: a propriedade, que é seguido do direito de crédito sobre as coisas alheias.
De fato os institutos econômicos: Primeiro a guerra; segundo a propriedade, terceiro o contrato, explicam o nascimento do direito. O contrato, no terreno econômico é na verdade mais um instrumento de trégua do que de paz. A transformação da guerra em delito e a conversão da propriedade e do contrato em institutos de direito dependem de um mandato. Mandato supõe um chefe que o pronuncia e toma forma com o preceito e com a sanção, dando origem rudimentar e sumária de como nasce o direito.
A estes “processos-mandatos hipotéticos dá-se o nome de leis” que podem ser expressas ou explícitas - leis escritas – ou não expressas e tácitas – que derivam dos costumes.
As leis são um produto jurídico semi-elaborado, uma vez que, ao lado da lei se coloca o juízo como um dos institutos fundamentais do direito.
Mais uma comparação interessante e que ilustra com propriedade a história do direito ensina que a família foi, em sua origem, um Estado minúsculo: “Como a saúde do corpo humano depende da permeabilidade da célula do misterioso fluxo vital, também a saúde do Estado depende da coesão da família, ou seja, da circulação do amor entre seus membros”, eis que “sem a família, o Estado não pode viver, então como poderíamos construir um edifício sem agregarem-se os tijolos?”.[1]
O direito serve para ordenar a sociedade e a sociedade juridicamente ordenada chama-se Estado: desta forma não há Estado sem direito e nem direito sem Estado, assim o direito busca a sobrevivência do corpo social, pois, onde há sociedade há o direito.
Mas como o direito garante a sobrevivência, razão da sua existência ?!
Agora analisando melhor a história do direito temos certeza que uma pergunta pende no íntimo de cada um que procura saber das origens do direito, especialmente nós alunos, estudantes do Curso de Direito, esta pergunta é:
“Será que o Direito como ciência tem alcançado os objetivos para o qual se propõe ?”
A busca por respostas é que nos faz iniciar o Curso de Direito e seguir em frente... pois, é protegendo os valores, aqueles valores sociais imprescindíveis, os mais importantes, que fazem com que o Direito seja o “meio” para se chegar até à “Justiça”.
terça-feira, 12 de julho de 2011
O Direito a Preguiça
Muito interessante esse texto: O Direito a Preguiça de Paul Lafargue, então fica a dica para aqueles que não sabem o que fazer nessas férias acadêmicas.
Boa leitura.
http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/direitopreguica.pdf
Boa leitura.
http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/direitopreguica.pdf
Controle Social da Administração Pública
Aqueles que tiverem interesse no assunto ou quiserem contribuir de alguma forma podem fazê-lo através deste canal pois pretendo realizar trabalho acadêmico sobre o tema.
Agradeço antecipadamente.
[]s, Luciano,
Agradeço antecipadamente.
[]s, Luciano,
Porque criar um blog?
Bom pessoal a intenção de criar este blog é para poder compartilhar ideias e material com os colegas do curso de Direito da UCS-NVALE.
Espero que seja útil para todos nós.
Um forte abraço.
Luciano Marcos Paes.
Espero que seja útil para todos nós.
Um forte abraço.
Luciano Marcos Paes.
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